Em primeiro lugar, neste post vou explicar tudo sobre o músculo psoas maior e porque ele é conhecido como o músculo da alma!

Você sabia que o músculo psoas maior se origina nos corpos vertebrais de T12 a L5 (camada mais superficial) e processos transversos de L1 a L5 (camada profunda) com inserção no trocanter menor do fêmur?

Além disso, este músculo é inervado pelo plexo lombar através dos nervos L1 a L3. Sobre o plexo lombar e sacral explico em detalhes no curso de atualização em coluna baseado em evidências que acontece em todo o Brasil em parceria com a @merco.fit

Localizado entre o diafragma e o assoalho pélvico, o psoas maior auxilia na proteção, estabilidade e bem-estar, porque faz parte da linha miofascial mais profunda do nosso corpo, podendo desencadear emoções negativas. Além disso, cabe destacar que ele não apenas ajuda a estabilizar a coluna vertebral, mas também é imprescindível para proporcionar uma boa “sustentação” aos órgãos abdominais.

Faz parte do complexo ÍLIOPSOAS os músculos: ilíaco, psoas maior e, presente em apenas metade dos indivíduos o psoas menor.

Sabia que a principal ação muscular do psoas maior é a flexão e rotação externa do quadril? Mas há controvérsias sobre esta última ação! O antagonista do psoas é o glúteo máximo!  Por isso o fortalecimento da cadeia posterior frequente no método Pilates durante os exercícios como a bridge,  otimiza a mobilidade do psoas, se associada com a expiração.

Durante a avaliação do teu cliente já percebeu como nos indivíduos que ficam longos períodos sentados ocorre padrão flexor de quadris? Aliás, você que é profissional do movimento na avaliação costuma perguntar do teu cliente qual o tempo médio em que fica sentado durante o dia?

Já ouviu falar que o psoas é o músculo da alma? Mas por quê?

A primeira justificativa é que este músculo é um dos mais profundos de nosso corpo, fazendo parte da linha profunda anterior (Thomas Myers).

O segundo aspecto, é o fato de que ele tem muito a ver com nosso emocional, com a função de liberar tensões, de canalizar o estresse, a ansiedade. Isso porque quando estamos tensos, o psoas maior dispara e entramos no padrão flexor de pelve anda mais como instintivo protecional.

Teu cliente é tenso, respira rápido e curto?  Tem pânico? É ansioso? Acelerado? Observa como o psoas se comporta! Nestes clientes o sistema simpático está  hiperativo, costumam respirar rapidamente e curto, alterando inclusive o pH corporal, muitas vezes também entram em retroversão pélvica durante os exercícios respiratórios mais simples, por isso você deve atentar para a manutenção da pelve neutra quando necessária.

O estilo de vida acelerado, marcado por altas doses de cortisol e adrenalina no sangue, fazem com que o psoas maior fique tensionado, nos preparando para a luta ou fuga (sistema simpático) levando a informação ao cérebro que algo perigoso vai acontecer! Se mantivermos o sistema simpático nos controlando durante muitas semanas, este músculo entra em hiperatividade, causando inclusive dor na lombar. Que tal iniciar suas sessões com a respiração?

Psoas e lombalgia tem relação?

O psoas traciona a lombar para frente e para baixo, por isso os músculos do core necessitam estabilizar a coluna para que esta não seja projetada a frente, aumentando assim a lordose lombar.

A revisão de Pourahmadi et al. (2020) que avaliou a morfologia dos músculos do quadril como psoas, glúteo associado a dor lombar discutiu que pacientes com dor lombar crônica inespecífica tinham ângulos no plano sagital da coluna lombar e das articulações do quadril limitados e menor velocidade angular em comparação com indivíduos assintomáticos durante uma tarefa funcional. 

Parece que pacientes com dor lombar geralmente limitam seus movimentos na coluna lombar e nas articulações adjacentes como uma estratégia protetora para evitar a progressão da dor na área afetada. A diminuição da amplitude de movimento da coluna lombar pode ser a causa da dor e consequente inibição muscular.  A inibição muscular pode causar atrofia muscular por desuso e uma diminuição na capacidade de desempenho muscular (Ross et al. 2002).  Quando os músculos são degenerados devido à imobilização ou diminuição do movimento, eles sofrem uma variedade de alterações histológicas como diminuição do tamanho muscular e aumento da infiltração muscular por gordura e tecido conjuntivo, como resultado a atrofia muscular (Boonyarom & Inui, 2006).

Kamaz et al.  (2007) também encontraram músculos atróficos do psoas principais, mas a atrofia não estava relacionada ao lado dos sintomas.  Eles mencionaram que o lado dos sintomas clínicos pode mudar ao longo do tempo em pacientes com dor lombar crônica.  Ambos os lados são frequentemente afetados na maioria dos pacientes (Kamaz et al. 2007).  

Em conclusão, os autores dissertam que apesar de não chegar a um consenso nos 11 estudos de alta qualidade, a normalização da função dos músculos do quadril como psoas, glúteos (máximo e mínimo) e piriforme é uma boa estratégia para a dor lombar. Gostou? Até o próximo post!