A osteoartrose (OA) na coluna lombar também conhecida como osteoartrite, artrite, artrose, espondiloartrose ou doença articular degenerativa, é a doença reumatológica mais comum. Com maior incidência nas mulheres, a idade também é fator de risco para o seu desenvolvimento.

A OA pode ser classificada conforme sua causa/origem:

Primária: ocorre com o envelhecimento normal (senescência) e após a menopausa.

Secundária: geralmente causada por traumas, alterações posturais e instabilidade articular.

A OA pode afetar qualquer articulação sinovial, sendo mais frequente nas articulações que suportam a descarga de peso como joelho, quadril e coluna. Do ponto de vista bioquímico, ocorre a perda dos proteoglicanos (componente da matriz extra celular – MEC),  e o aumento da atividade dos condrócitos na tentativa de reparar a degeneração, entretanto, o “esforço”  é agravado pelas enzimas que destroem a MEC, assim como as fibras de colágeno também se degeneram resultando na fragmentação da cartilagem articular, com a exposição do osso subcondral e formação de esclerose óssea (aumento da densidade óssea) e de osteófitos (conhecidos popularmente como bicos de papagaio).

 

Cerca de 90% dos pacientes acometidos com OA na lombar se beneficiam do tratamento conservador, como o Pilates, porém, uma minoria pode evoluir para o tratamento invasivo com técnicas como infiltração, denervação por radiofrequência e artrodese dinâmica.

Porque a OA causa dor se os discos intervertebrais não são inervados?

A dor na OA surge do atrito ósseo, da membrana sinovial e da cápsula articular que se hipertrofiam (aumentam de tamanho) e dos músculos circundantes que reagem com espasmos e contraturas musculares.

No início da OA, o disco é o primeiro componente a se degenerar, evoluindo para corpo da vértebra e para as facetas.

 

 

Como o Pilates pode ajudar na melhora da dor crônica causada pela OA na lombar?

Um dos fatores de risco para o desenvolvimento da OA, é a fraqueza muscular e a obesidade.

O Pilates é um recurso dinâmico para aumentar a estabilidade da coluna lombar. Os exercícios aumentam a ativação de músculos profundos em todos os movimentos que são realizados simultâneos com a respiração. A estabilidade na coluna proporcionada pelo Pilates é transferida para as atividades diárias como sentar, dirigir e caminhar, a médio prazo já é possível observar a melhora da dor.

É comum os pacientes relatarem que acordam com dor e ao longo do dia melhora, assim, o movimento bem orientado por Fisioterapêuta costuma melhorar a queixa dolorosa, entretanto, alguns cuidados devem ser considerados na OA:

  1. Realização de exercícios na amplitude de movimento livre de dor (cada paciente responde diferente aos movimentos que causam dor). Ex.: Alguns sentem dor na flexão, outros na extensão da coluna, dependendo da localização da AO;
  2. Alinhamento da coluna neutra através da manutenção da lordose lombar e do crescimento axial, estes fundamentos do Pilates diminuem a compressão articular e recrutar músculos estabilizadores do tronco; e
  3. Aquecimento articular: o paciente deve começar com exercícios com carga que facilite a execução do movimento, progredindo gradativamente para cargas que dificultem a execução do movimento.

No FisioStudio Pilates nossos fisioterapeutas são especialistas em reabilitação ortopédica e estão em constante atualização para melhor atende-lo. Venha você também praticar Pilates com quem entende do seu corpo e zela pelo seu bem estar!