Ms. Érika Batista

Esta matéria foi embasada na Sociedade Brasileira de Reumatologia, no Consenso de fibromialgia e na American Fibromyalgia Syndrome Association.

A fibromialgia é uma síndrome bastante frequente, ela atinge cerca de 15% dos pacientes que vão ao reumatologista. Sua incidência é muito maior nas mulheres, de modo que a cada 10 pacientes acometidos, 7 a 9 são mulheres, entre a faixa etária de 30-60 anos. O diagnóstico da fibromialgia é clínico, ou seja, não existe exame que comprova a existência da doença, caso o médico solicite exames, estes serão para descartar outra(s) patologia(s) reumatológicas, acredita-se que a fibromialgia é desencadeada por trauma (físico, psicológico e infecções) em pessoas geneticamente propensas.

A doença é caracterizada pela dor muscular difusa por mais de 3 meses, em 11 pontos de dor, segundo o mapa dos 18 pontos, conforme a imagem abaixo. A dor é mais frequente pela manhã, relatada como profunda, latejante ou em queimação intensa. Os locais de maior queixa de dor são nas regiões do pescoço, cintura escapular, ombro, braço, mão, lombar, cintura pélvica, quadris e joelhos. Estes 18 pontos dolorosos são chamados de tender points, simétricos e se exacerbam quando palpados. Recentemente, estudos utilizando a tomografia computadorizada, comprovaram que ocorre a amplificação da dor no cérebro dos pacientes fibromiálgicos.

Pontos dolorosos (tender points) na fibromialgia, quando 11 dos 18 pontos de dor estiverem presentes, o médico pode diagnosticar com fibromialgia.

Além da dor crônica, outros sintomas da fibromialgia incluem fadiga, sono não reparador (que afeta a atenção e a memória), depressão, dor de cabeça constante e baixa adesão à prática de exercícios físicos. Estes sintomas serão detalhados abaixo:

Fadiga: É um dos sintomas mais incapacitante. Os pacientes referem seus braços e pernas como em bloco. A fadiga limita a prática de exercícios físicos, por isso estes devem ser leves e não levar à fadiga.

Memória e concentração: Os pacientes com fibromilagia têm dificuldades de reter novas informações, principalmente se estiverem distraídos. Por isso o instrutor de Pilates deve ter paciência e progredir com mais cautela com este público, porque as chances de se lesionar quando não concentrado, aumentam durante a prática de exercícios físicos.

Distúrbios do sono: Estima-se que 75% dos pacientes fibromiálgicos apresentam distúrbio do sono, o relato é de sono não reparador, isso porque os pacientes não alcançam o sono REM – caracterizada pela fase de relaxamento muscular máximo, também pode estar presente a insônia e apneia do sono,  estes quando tratados tem excelente resposta na fadiga e cansaço.

Depressão: Não são todos pacientes fibromiálgicos que apresentam depressão, estima-se que 40-50% dos pacientes podem apresentar sinal depressivo. Por isso a importância do acompanhamento por uma equipe transdisciplinar (médico, fisioterapeuta, psicólogo etc) para a melhora global do paciente. O paciente com fibromialgia pode fazer uso de antidepressivos e realizar terapia comportamental.

Dor de cabeça:  50 a 70 % dos pacientes com fibromialgia apresentam dor de cabeça crônica e enxaqueca. A incidência dos episódios de dor de cabeça além de intensos, ocorrem pelo menos duas vezes na semana. A cefaléia do tipo tensional pode ser causada pela dor nos tender points dos músculos dos ombros e da cervical. O Pilates trabalha exercícios em inversão que diminuem a intensidade da dor, levando suprimento sanguíneo ao cérebro. No FisioStudio Pilates & Funcional dispomos do Pilates em suspensão, que segundo relato dos nossos pacientes melhora a queixa da dor de cabeça em pouco tempo de inversão.

Dificuldade de se exercitar: O que para nós pode ser um treino moderado, para pacientes com fibromialgia é intenso e pode agravar ainda mais o quadro doloroso, por isso os exercícios devem ser leves e bem planejados. É aconselhável ocorrer intervalos entre as trocas de equipamentos e para se hidratar, a regra é não sair da sessão cansado, os alongamentos também são bem vindos, mas o tratamento recomendado pelo consenso de fibromialgia não se restringe apenas aos alongamentos, é preciso incluir exercícios resistidos por no mínimo 2x por semana. No Pilates os exercícios são adaptáveis para cada paciente, não extenuantes e ocorre o recrutamento de músculos necessários sem sobrecarregar os pontos de tensão. Os exercícios não causam dor e são bem tolerados pelos pacientes com fibromialgia. Os fisioterapeutas também dispõem de técnicas manuais como massagens relaxantes, liberação miofascial e acupuntura para melhora do quadro doloroso.

O artigo publicado na revista DOR em 2016 da UFSCAR sobre Pilates na fibromialgia, avaliou 20 mulheres fibromiálgicas (13 intervenção e 7 controle) por 8 semanas que praticaram Mat Pilates (também conhecido como Pilates solo) durante 2x/semana. Após 15 sessões de Mat Pilates, no grupo tratado houve melhora dos níveis de dor e diminuição de todos os itens (total de 10) no questionário de impacto da fibromialgia.

A equipe de fisioterapeutas do FisioStudio Pilates & Funcional está em constante atualização para melhor atendê-lo, venha também se cuidar em um estúdio completo e contemporâneo!

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